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Vai ao CASE26? O que fazer antes, durante e depois do evento

· 12 de outubro de 2026

Participantes caminham de costas por um corredor largo e iluminado de um centro de eventos, a caminho da próxima sessão.

A Júlia tem uma startup de logística com cinco pessoas e vai ao CASE26 pela primeira vez. Comprou o ingresso, marcou os dois dias na agenda e pensou: "lá eu vejo quem aparece". No fim do segundo dia, ela volta para casa com o bolso cheio de cartões e a cabeça cheia de rostos. Na segunda de manhã, abre o celular para escrever para alguém e não lembra quem era o diretor de operações que falou da frota em Campinas. Era o de camisa azul ou o que estava com a sócia?

Isso não é falta de memória. É falta de preparo antes e de uma linha anotada durante.

O CASE26, conferência anual da ABStartups, acontece em 26 e 27 de novembro de 2026, na FEA-USP, em São Paulo. Dá tempo de chegar lá diferente da Júlia.

Na semana anterior: decida para que você vai

Antes de olhar a programação, responda uma pergunta: o que você quer que seja diferente depois desses dois dias?

Cada perfil tem uma resposta:

Com isso definido, faça três coisas na semana anterior:

  1. Liste as pessoas que você já conhece e que provavelmente vão estar lá. Escreva para elas antes: "Vou ao CASE nos dois dias. Se você for, vamos nos achar no intervalo?" É muito mais fácil marcar um encontro curto antes do que achar alguém no meio do corredor.
  2. Para cada uma, anote o que ficou da última conversa. Um projeto, uma dúvida, algo que você prometeu mandar. Você não precisa de muito. Uma linha basta.
  3. Escolha poucas sessões de verdade. Quem tenta ver tudo passa os dois dias sentado e não conversa com ninguém.

Durante o evento: anote no corredor, não à noite

O melhor do evento costuma acontecer fora das salas. Na fila, no intervalo, no caminho entre um prédio e outro.

Logo depois de cada conversa que valeu a pena, pare um minuto e escreva no celular:

Faça isso no corredor, ali mesmo. À noite, no hotel ou em casa, as conversas já se misturaram. Foi o que aconteceu com a Júlia: as conversas eram boas, mas viraram uma coisa só.

Uma dica para quem fica sem graça de pegar o celular na frente da pessoa: espere ela se afastar. Ou diga a verdade: "Deixa eu anotar isso para não esquecer". Quase todo mundo gosta de ouvir isso.

Depois do encontro: a mensagem nas 48 horas seguintes

Passou o evento, a segunda chega e a caixa de entrada também. Se você não escrever nos dois dias seguintes, a conversa esfria e a mensagem começa a parecer obrigação.

A mensagem depois do encontro não precisa ser longa. Precisa mostrar que você lembra. Três partes:

  1. Onde vocês se falaram.
  2. O que a pessoa contou.
  3. O que você ficou de fazer, já feito.

Por exemplo:

"Oi, Marcelo. A gente se falou no intervalo da tarde do segundo dia do CASE, sobre a frota de vocês em Campinas. Fiquei de te passar o contato da Renata, que montou a operação de última milha numa empresa parecida. Ela topou conversar, o e-mail dela é este. Boa sorte com a expansão."

Repare no que não está ali. Não tem apresentação da empresa, não tem pedido de reunião, não tem "foi um prazer te conhecer" e mais nada. Tem a conversa de vocês, continuada.

Se você não lembra o que ficou combinado, não invente. Escreva o que você tem: "A gente conversou rápido no CASE sobre operação. Fiquei pensando no que você contou de Campinas. Topa continuar essa conversa?"

O que levar para casa

O evento dura dois dias. As relações que começam nele duram o tempo que você cuidar delas. Prepare a semana anterior, anote no corredor e escreva nas 48 horas seguintes. É pouco trabalho, e é o que separa um bolso cheio de cartões de duas ou três conversas que continuam.

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