Cultive
O maior erro de networking acontece depois do evento

Você sai do evento com a cabeça cheia e o bolso cheio de cartões — ou com 40 conversas novas no WhatsApp.
Dois dias depois, sobra o nome. Sumiu o que a pessoa estava construindo, o que ficou combinado, por que aquela conversa merecia continuar.
O erro não é conhecer gente demais. É tratar o encontro como o trabalho inteiro.
O que some primeiro
Não é o telefone. É o contexto.
Onde vocês se falaram. O que ela comentou que ainda não estava resolvido. Quem ela mencionou. O que você ficou de mandar.
Sem isso, o follow-up vira um “foi um prazer” genérico — e some na fila de todo mundo.
As 48 horas seguintes
Não precisa de um sistema. Precisa de três linhas, no mesmo dia ou no dia seguinte:
- Quem — o nome como a pessoa se apresentou, não como o crachá escreveu.
- Onde — o contexto real: o coffee, a fila, a palestra de abertura.
- O que ficou — uma frase. “Ficou de me mandar o contato da Mariana.” “Está avaliando Recife.” “Volta de viagem em novembro.”
Se houver um compromisso pequeno, anote o prazo do jeito que vocês falaram. “Ainda este mês” já é uma data.
O recado que não parece cobrança
Quando for retomar, volte ao que ela disse — não ao seu pitch.
Você comentou da expansão. Como foi a semana?
Isso é diferente de “vamos marcar um café pra eu te apresentar o que eu faço”. Uma é continuidade. A outra é um anúncio.
O que não fazer
Não mandar um texto longo no domingo à noite. Não adicionar no LinkedIn com a nota automática. Não guardar o contato “pra depois” numa pasta que ninguém abre.
Depois do evento, a relação ainda está quente. É o único momento em que lembrar o detalhe custa pouco — e esquecer custa a conversa inteira.
Uma rede pequena, de verdade
Trinta pessoas bem cuidadas valem mais do que trezentos nomes sem contexto. O trabalho depois do evento não é “fazer networking”. É não deixar uma conversa boa virar só um cartão na gaveta.
Mantenha as relações certas por perto.
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